quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Vem comigo... Que no caminho eu te explico.


Meus olhos dizem o que
meus lábios mantém escondido
Mas
insistes em fugir, desse olhar vacilante
que a todos olha, mas só em ti é inconstante.

Meus olhos, espelho do meu coração
refletem os meus sentimentos mais intensos
as minhas vontades mais profundas
a mais completa e significativa canção.

Não sei das tuas dores, não imagino os teus amores
Não conheço os seus medos, estou longe dos teus anseios
A incerteza é a única coisa que tenho, a dúvida que sempre me acompanha
E fico
imóvel, sem saída, com o coração na boca, com as mãos feridas
Nesse quarto
fechado, nessa cama nua, nessa pedacinho de papel, história tua.

Brinca comigo de ser feliz
Eu te mostro como é que se faz
Aquilo que você sempre quis
A vida é curta e o momento é agora
Ninguém mais no mundo o espera como eu
Veremos o mundo pela janela, do lado de fora.

Te mostrarei o mundo que eu fiz
A vida a se viver
Não basta apenas sobreviver
Eu estou aqui, um passo fora
Só para ver o meu amor
Aonde será que está agora...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Recomeço



E o tempo passa
Ele sempre passa
Dias e noites correm
Em busca de um recomeço.

Ele não espera
Ele não cessa
Haja o que houver
Ele sempre corre
Em busca de um recomeço

Quando se vê já é dia
Quando se vê já é hora
Quando se vê já foram dias
Quando se vê já foram anos...
Sempre e sempre correndo
Em busca de um recomeço!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Duas Caras


Do sorriso mais belo, ao olhar mais lânguido.
Do espectáculo mais alegre, ao drama mais comovente.
Do mais arrebatador amor, ao mais extremo ódio.
Fascinante dom de constante mutação
Do mais claro entendimento, a duvida constante..
Estranha e doce sensação de ser ou não ser..
Eis a eterna questão.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Desconhecida


E no escuro se perdia
No nada se encontrava
Das súbitas questões sobressaia.
Nos encontros fervorosos enfatizava..
Com a chama do fogo, se esfriava
Com a límpida e cristalina se afogava
Do outro lado do ser, o incompleto
o invisível o substituível
Saga de um processo, um ritual.

Fazia em seu mundo o colorido
das mais belas cores vistas
A luz do preto e do branco excluía
E ao olhar-se no espelho
era o daltonismo que prevalecia.

Com o vento era levada
a mais desconhecida
Sem raízes, futuro, ou passado
das lembranças, do que vivia
Trazia consigo a maior possibilidade
de começo de coragem e recomeço
como muitos desejavam
mas a nem todos pertencia.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ponto de partida.

Eu gostaria de entender o porque dessa sensação de vazio que me perturba a alma
esse toque desconhecido do vento que despenteia meus cabelos fazendo ritmo com as batidas
ecoantes do meu coração inquieto...

Saber entender, mudar de lado, reviver, revestir...
O passado já se foi, o presente se esvai,
e o meu futuro incerto sou eu quem o faz..[?]

A constante dúvida que me acompanha, em certas horas me atormenta
Fazer? buscar? deixar acontecer?
Que fique assim subintendido, por mais demorado que seja
o ritmo descompassado do tempo, ele faz e desfaz sentimentos...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Eu, por Eu mesma.

Uma principiante, e adoro o fato de apenas estar começando, cheia de dúvidas, medos, enganos, mas também forte e irredutível, tudo aquilo que não me derruba me fortalece, e apesar das várias tentativas e expectativas de que eu caísse ou simplesmente pulasse desse enorme precipício, continuo aqui, forte e dura. Eu não desisto fácil, e aprendi a ir até o fim em tudo. Gosto das coisas simples e práticas, apesar de não ser nada simples e muito menos prática. Odeio hipocrisia e realmente me espanta a capacidade humana de querer estragar a vida dos outros. Sou chata, mandona, ciumenta e sem limites. Adoro tudo aquilo que odeio, e o que não tem muito valor me prende. Não sou surpreendente, acho que nunca fui, e nem nuca vou ser, não sei agir fora daquilo que realmente sinto e acredito, minha cabeça vive cheia e ao mesmo tempo vazia, sou um misto de tempos cores e sensações, e nem que você realmente quisesse, em um milhão de anos conseguiria entender o turbilhão de sentimentos que sou. Amo aquilo que não consigo ver, que não consigo tocar, mas mantenho a real necessidade do toque, do olhar, e do gosto. Tire de mim o que quiser, que eu vou reconquista-lo inúmeras e inúmeras vezes, se realmente me importar. Amo tudo que tenho, tudo que sou, o que não tenho e o que não sou. Essa é uma ideia do hoje, amanhã talvez tudo mude, e eu seja um outro alguém.

Sinta-se em casa, eu gosto do ser humano. ;*