terça-feira, 28 de outubro de 2008

O mesmo erro


Se um dia eu pudesse ver
tudo aquilo que já me aconteceu
De todos os ângulos possíveis
Erraria tudo exatamente igual.

Se como em um álbum eu pudesse ver
as figurinhas que algumas com alegrias
outras com tristezas colei
Nelas nem sequer tocaria
Colaria tudo exatamente igual.

Se tivesse que optar entre o botão
[Delete] ou [Replay]
Apertaria o [Replay]
E reviveria tudo exatamente igual.

Não mudaria nada em meu passado
Nenhuma lágrima, nenhum sorriso
Não mudaria, trocaria, ou faria diferente
Nada do que vivi.

Erraria como antes
Colaria como antes
Reviveria todos os momentos
Não mudaria meus sentimentos.

E se me perguntares o "por quê?"
Responderei que foi porque todos os erros
Todos o mínimos detalhes me transformaram.
E me levaram até você.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Nome e Sobrenome


Era uma noite como outra qualquer
Já não havia o que esperar
E ao som de uma música "qualquer"
A vida neste instante, inconsciente, começava a despertar.

Não havia motivos para tal encanto
A beleza por si só, já não explicava
E ao som de um música "qualquer"
Insistentemente, nele pensava.

O dia-a-dia veio, e ela esperava não pensar
Mas tudo então permaneceu
Com rítimos descompassados e contínuos
E ao som de uma música "qualquer"
Fora decidido lutar por aquilo tudo que era seu.

Olha para trás e não vê nada mais
A noite se perdeu, o medo que se esgotou
A ferida que existia cicatrizou
O amor que se extinguia renasceu

A vida então mostrou quão boa pode ser
Com belos traços a fora a serem exibidos
Com cores animadas e vivas
Com lados jamais percebidos
Com leveza e suavidade nocivas.

Você me abriu os olhos e me mostrou
o caminho para longe da escuridão
Então pegue minhas mãos e toque o silêncio
E assim estarei completamente absorta em teus sentimentos.

Você mudou a rotina de meus dias
Os dias sem você, são todos iguais
Se tornou tudo aquilo que eu mais queria
Hoje mais que nunca, eu sei dos meus ideais.

Te levarei a passear no meu passado
Te mostrarei as minhas cicatrizes
E quando estiveres cansado
Serei aquela que te conforta, tuas mais profundas raízes.

E ao longo da vida te carregarei comigo
Passo-a-passo, dia-a-dia
Serei seu eterno abrigo
Serás minha eterna alegria.

E não há tempo nem distancia, que desfaça isso sim
Os anos passarão, as semanas voarão, nessas horas sem fim
E se alguém ousar me dizer que o tempo tudo muda, tudo apaga
Provarei por A+B que o tempo é apenas uma criança que brinca com os minutos
E que eu o controlo, e ele sem mim, não é nada.


E qual o seu nome? O seu nome é Meu, e o sobrenome é Amor.
Ele é uma metade de mim. E a outra metade? A outra metade também.
É por você, e para você, todos os meus melhores dias.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Roda Gigante



Essa grande roda que gira e gira
Esse enorme lapso que
insiste em ficar
Ao fazer e acontecer sempre me faz pensar.

Queria eu ser assim
Leve e constante
Que a tudo soubesse apreciar
E no entanto, apenas, girar e girar.

Ser grande e deslumbrante
Vista de todos os lados
E apesar das constantes luzes
Acendendo e apagando
Continuar a penas, girando e girando

E no
compasso ritmado
Nas linhas do ir e vir
De cima a baixo
Saber parar de girar
Entender que o show
acaba
E que nem por isso a vida vai parar.

E renascer das cinzas
Como o dia renasce da noite
E mesmo sem uma
plateia numerosa
Não perde o brilho do
espectáculo
Que mesmo após um dia de chuva
Não se deixa ser derrotado.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Vem comigo... Que no caminho eu te explico.


Meus olhos dizem o que
meus lábios mantém escondido
Mas
insistes em fugir, desse olhar vacilante
que a todos olha, mas só em ti é inconstante.

Meus olhos, espelho do meu coração
refletem os meus sentimentos mais intensos
as minhas vontades mais profundas
a mais completa e significativa canção.

Não sei das tuas dores, não imagino os teus amores
Não conheço os seus medos, estou longe dos teus anseios
A incerteza é a única coisa que tenho, a dúvida que sempre me acompanha
E fico
imóvel, sem saída, com o coração na boca, com as mãos feridas
Nesse quarto
fechado, nessa cama nua, nessa pedacinho de papel, história tua.

Brinca comigo de ser feliz
Eu te mostro como é que se faz
Aquilo que você sempre quis
A vida é curta e o momento é agora
Ninguém mais no mundo o espera como eu
Veremos o mundo pela janela, do lado de fora.

Te mostrarei o mundo que eu fiz
A vida a se viver
Não basta apenas sobreviver
Eu estou aqui, um passo fora
Só para ver o meu amor
Aonde será que está agora...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Recomeço



E o tempo passa
Ele sempre passa
Dias e noites correm
Em busca de um recomeço.

Ele não espera
Ele não cessa
Haja o que houver
Ele sempre corre
Em busca de um recomeço

Quando se vê já é dia
Quando se vê já é hora
Quando se vê já foram dias
Quando se vê já foram anos...
Sempre e sempre correndo
Em busca de um recomeço!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Duas Caras


Do sorriso mais belo, ao olhar mais lânguido.
Do espectáculo mais alegre, ao drama mais comovente.
Do mais arrebatador amor, ao mais extremo ódio.
Fascinante dom de constante mutação
Do mais claro entendimento, a duvida constante..
Estranha e doce sensação de ser ou não ser..
Eis a eterna questão.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Desconhecida


E no escuro se perdia
No nada se encontrava
Das súbitas questões sobressaia.
Nos encontros fervorosos enfatizava..
Com a chama do fogo, se esfriava
Com a límpida e cristalina se afogava
Do outro lado do ser, o incompleto
o invisível o substituível
Saga de um processo, um ritual.

Fazia em seu mundo o colorido
das mais belas cores vistas
A luz do preto e do branco excluía
E ao olhar-se no espelho
era o daltonismo que prevalecia.

Com o vento era levada
a mais desconhecida
Sem raízes, futuro, ou passado
das lembranças, do que vivia
Trazia consigo a maior possibilidade
de começo de coragem e recomeço
como muitos desejavam
mas a nem todos pertencia.